O terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu a região central Chile na madrugada deste sábado (27/02 às 3:34 do horário local) originou-se no mar, perto da cidade de Concepción (a segunda maior cidade do Chile, com mais de 600 mil habitantes) e a 325 km da capital chilena, Santiago, que abriga 40% dos chilenos.
O tremor ocorreu a uma profundidade relativamente pequena de 35 km. Quanto mais superficial, maior o poder de destruição do terremoto. Pelo menos 13 réplicas de magnitudes entre 6,9 e 6,2 ocorreram nas horas posteriores ao primeiro tremor, Escritório Nacional de Emergência (ONEMI) do Chile. O país faz parte de uma área conhecida como “círculo de fogo”, onde ocorrem cerca de 80% dos tremores do mundo.
Além dos mortos, que já passam de uma centena, o terremoto deixou danos no aeroporto de Santiago, que precisou ser interditado. Estruturas históricas no centro da capital também ficaram destruídas, assim como um viaduto que liga as regiões norte e sul da cidade.
Parte da ponte Viejo, sobre o rio Bío Bío, próxima a Concepción, também desabou com o tremor. A ponte havia sido desativada em 2002.
Após o terremoto, uma onda de cerca de oito metros de altura invadiu a cidade portuária Constitución. A água também cobriu parte da Ilha Robinson Crusoé, próxima a Valparaíso. Na Ilha de Páscoa, também na costa chilena, foi ordenada a retirada dos moradores por conta do risco de tsunami.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, que sobrevoava de helicóptero as regiões atingidas pelo tremor, declarou “estado de catástrofe” nas regiões de Maule, Bio Bio e La Araucanía.
O terremoto foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil. Em São Paulo, a 2.850 km do epicentro, o Corpo de Bombeiros registrou mais de 100 ligações de pessoas preocupadas com o terremoto.
Pequenos terremotos foram sentidos em pelo menos seis bairros da capital, sendo que a região da Avenida Paulista foi a mais afetada por ser uma das mais altas da cidade.
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Fonte: Boston.com e G1
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